Solidão desenvolvida
A primeira vez que aprendi sobre a solidão, eu tinha 5 anos de idade. Existiam vezes, que eu implorava pra brincar na frente de casa com a esperança de encontrar alguém que brincasse comigo, mas papai nunca deixou. Em dias chuvosos, o granizo era minha maior companhia e ao derreter, deixava sua marca em minhas mãos que até hoje se mantém frias.
Meu primeiro melhor amigo chamava-se Pietro, passávamos a tarde juntos e tomávamos Todynho, enquanto víamos Pocoyo. Isso só acontecia, porque a mãe dele era minha cuidadora enquanto meus pais trabalhavam.
Hoje, a solidão é uma das minhas maiores dádivas que obtive ao crescer. Acredito, que apesar de ser rodeada de seres humanos, ainda não me acostumei com minha própria espécie.
"Eu, que sempre fugi da solidão, obtive ela mais cedo do que esperado e tornei parte da minha sobrevivência." -Zirtaeb
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