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Mostrando postagens de julho, 2026

Não existe apenas um luto ou apenas duas mortes.

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Uma vez na USP, um Biomédico havia dito que na medicina haviam duas mortes. Discordo totalmente, pois não acredito 100% na medicina, em suas buscas objetivas e sem fator emocional algum. Seus estudos, tratam o emocional humano como uma máquina onde os antibióticos resolvem TUDO. Não existem APENAS duas mortes, porque eu morro todos os dias desde que me entendo por gente. Assim, como também não existe apenas um luto... Você nunca percebeu o quão automático é a sua vida?  Suas experiências são calculadas como um roteiro e talvez sejam parecidas com o filme "O Show de Truman: O Show da Vida" e sua vida parou, mas o mundo não. Isso se chama "luto em vida" e pelo menos 50% da minha depressão é esse cúmulo. Hoje, meu primeiro pensamento foi meu irmão. Não o vejo, desde os 9 anos e um simples achocolatado e pão assado me lembraram dele. Depois do almoço, assisti um filme sobre um cão, mas que me lembrou o meu falecido gato. Todos os dias, por volta das 19:00 me vem uma esp...

O que fiz? Quem é ela?

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O que eu fiz? Isso, nem eu sei dizer. Agora, quem é ela? Zirtaeb , nasceu de um caos e ao contrário dos seres humanos, ela não chegou a ser bebê, criança ou adolescente. Tudo o que apresento artisticamente, é criação dela. Uma mulher bem corajosa, peregrina e que desde que cortou a corda, seu navio não parou em Porto algum. Interessante não é? Ela sempre esteve aqui, mas só foi apresentada visualmente agora haha. Quando falo de forma lúcida, costumam levar como negatividade e essa nunca foi a intenção. A sociedade busca algo para se iludir e desver as coisas cruas acontecendo, a Zirtaeb é o contrário disso e ela sufoca tanto, que quem vê ou escuta, não tem escolha a não ser enxergar. Eu dei remédios, coloquei uma fita em sua boca, amarrei suas mãos e seus pés e ela continuou existindo, me incomodando e insistindo em ser vista e mostrada ao mundo. Nem nome tinha e escolheu. Não levem como um demônio ou uma voz demoníaca da minha cabeça, Zirtaeb é bem mais do que isso. Só t...

Solidão desenvolvida

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A primeira vez que aprendi sobre a solidão, eu tinha 5 anos de idade. Existiam vezes, que eu implorava pra brincar na frente de casa com a esperança de encontrar alguém que brincasse comigo, mas papai nunca deixou. Em dias chuvosos, o granizo era minha maior companhia e ao derreter, deixava sua marca em minhas mãos que até hoje se mantém frias. Meu primeiro melhor amigo chamava-se Pietro, passávamos a tarde juntos e tomávamos Todynho, enquanto víamos Pocoyo. Isso só acontecia, porque a mãe dele era minha cuidadora enquanto meus pais trabalhavam. Hoje, a solidão é uma das minhas maiores dádivas que obtive ao crescer. Acredito, que apesar de ser rodeada de seres humanos, ainda não me acostumei com minha própria espécie. "Eu, que sempre fugi da solidão, obtive ela mais cedo do que esperado e tornei parte da minha sobrevivência." -Zirtaeb

Minha magnitude ursal e depressiva

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Há alguns meses, tudo que havia em minhas mãos, era um diagnóstico de depressão e uma receita de antidepressivos. Eu não sabia o que fazer, além de seguir o tratamento de terapia. A culpa? Era toda minha, pelo fato da iniciativa também ser. Neguei à mim mesma, neguei meu próprio nome e neguei minha própria vida. Evitava ir à escola, dando satisfações de estar com gripe, mas que gripe é essa que não passa nunca? Eu sorri, mas quebrei por dentro. Antidepressivos Os primeiros que acharam estranho, foram meus amigos e os outros foram os professores. Eu sempre odiei dar explicações sobre a depressão, odiava falar desse urso e ele, odiava ser visto. O urso, me levou tudo. Ele começou a levar minha família, meus amigos, minha comida preferida, meus filmes e meus doces, até que finalmente ele me levou. Acreditava fielmente, que ele me mataria e que encontraria com a desejável morte. Porém, tudo que obtive foi uma anestesia almante e que não se via, mas sentia. Anestesiada por dentro As pessoas...