Minha magnitude ursal e depressiva

Há alguns meses, tudo que havia em minhas mãos, era um diagnóstico de depressão e uma receita de antidepressivos. Eu não sabia o que fazer, além de seguir o tratamento de terapia. A culpa? Era toda minha, pelo fato da iniciativa também ser. Neguei à mim mesma, neguei meu próprio nome e neguei minha própria vida. Evitava ir à escola, dando satisfações de estar com gripe, mas que gripe é essa que não passa nunca?

Eu sorri, mas quebrei por dentro.


Antidepressivos


Os primeiros que acharam estranho, foram meus amigos e os outros foram os professores. Eu sempre odiei dar explicações sobre a depressão, odiava falar desse urso e ele, odiava ser visto. O urso, me levou tudo. Ele começou a levar minha família, meus amigos, minha comida preferida, meus filmes e meus doces, até que finalmente ele me levou. Acreditava fielmente, que ele me mataria e que encontraria com a desejável morte. Porém, tudo que obtive foi uma anestesia almante e que não se via, mas sentia.

Anestesiada por dentro


As pessoas foram muito gentis, mas quando eu queria aceitar a gentileza de ser acolhida, a depressão me fazia voltar pro abismo. Abismo esse, que os seres humanos chamam de "vale das sombras" e que comecei a sonhar com túmulos, cemitérios e um guardião da vida. Não sentia medo, apenas a paz do descanso que eu sempre me interessei e que por ser covarde, não ousei tentar mais do que a 3°vez. Escrevi variáveis cartas à morte, mas ela não leu nenhuma. Me senti um ser falho em Fé, um ser podre e ingrato pela própria existência.

Uma de minhas obras

"A depressão é, se não, o urso mais faminto que tenho dentro de minha matéria física. Ela é, se não, a melhor sensação de estar morta em vida." -Zirtaeb.

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